Levavas nos pés trinta e sete flores
e espezinhavas a areia com os pés em sangue
andava eu deitando fogo pela boca
e pulavas de alegria e dor agarrada ao meu pescoço
sem o meu pescoço lá
porque eu andava deitando fogo pela boca.
Desenterraste-me então o corpo antigo
e cobriste de flores e beijos todas as partes putrefactas.
Andava eu deitando fogo pela boca.
Arrancavas lentamente dos tornozelos
as flores de que me enchias a boca.
Ao pescoço deixavas as mãos ao peito os beijos
sem o meu peito sem o meu pescoço sem a minha boca
porque eu andava
deitando fogo pela boca.
Amálgama de palavras, sons e imagens em busca de dias sempre leves ou escreve um poema e bebe um copo que isso passa
‘Esperança’, essa coisa de penas feita | Emily Dickinson
‘Esperança’, essa coisa de penas feita – Que assenta na alma – E trauteia a melodia sem quaisquer palavras – E nunca pára, de forma al...
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‘Esperança’, essa coisa de penas feita – Que assenta na alma – E trauteia a melodia sem quaisquer palavras – E nunca pára, de forma al...
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Se é sempre Outono o rir das Primaveras, Castelos, um a um, deixa-os cair... Que a vida é um constante derruir De palácios do Reino das...