E eu fui sincera, nunca me tinham dado um ovo de chocolate. Aliás, fiquei tão entusiasmada que, nessa noite, reli o artigo de S. Zizek sobre a identidade tal qual um ovo kinder. O que terias tu querido dizer? Que ando à deriva, sem definição identitária, que ainda não me encontrei? Nessa mesma noite odiei-te e devorei o ovo à procura do meu ser, da minha surpresa escondida e desmontada.
Amálgama de palavras, sons e imagens em busca de dias sempre leves ou escreve um poema e bebe um copo que isso passa
‘Esperança’, essa coisa de penas feita | Emily Dickinson
‘Esperança’, essa coisa de penas feita – Que assenta na alma – E trauteia a melodia sem quaisquer palavras – E nunca pára, de forma al...
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A mesma folha. De um lado, analisar, do outro – eu. Mas o lado primeiro também eu. Outro eu. E o que vacila entre os dois lados (que não é ...
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falaste? turvaste a água! é morte de homem? a que cheira então? isso que fede é o cheiro da injúria, da afronta da escória da memória. falas...
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Não me conformo com a ideia de vivermos aqui, cada noite ancorada num porto diferente... Quero uma casa. Preciso de ver pessoas. Quero volta...